Neutralidade | CGI.br

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Sobre Conexão Empresarial

Autor: Flávio S. H. Kodama Setor: Contribuição Pessoal Estado: SÃO PAULO Tópico: Neutralidade de Rede

No Marco Civil da internet brasileira protege-se a neutralidade de rede, que considera a proteção à inovação, mantendo a distribuição de tráfego sem interferências por parte do provedor que discriminem o tráfego por conteúdo. É comum citar o fator velocidade de conexão quando se fala sobre contratos com o provedor de acesso, em vista disso, alguns acham suficiente a velocidade de conexão ser suficiente para tipificar a cobrança efetuada por parte do provedor. Porém acredito que apenas o fator velocidade de conexão não seja suficiente para definir de maneira justa as conexões servidas às empresas. Por exemplo, um banco, transmite uns poucos kilobytes de informação em uma transação, mas essa transação pode representar um valor desproporcional a contratação por velocidade com o provedor, tornando o gasto em segurança esquecido ou compartilhado com a média de mercado, no qual consumidores em geral consomem grande quantidade de informação num curto periodo de tempo, como por exemplo filmes. Em vista disso proponho que haja em todos os contratos empresáriais um valor referente ao investimento em segurança, que representa por exemplo, uma manutenção de maior periodicidade nos cabos, esta contribuição a qual o cliente se propõe, representa um seguro, que quando ocorrer uma falha comprovada por parte da falta de investimentos por parte do provedor o cliente receba um multiplo do valor assegurado, seguro tal que seja apenas definido para clientes empresáriais e de valor e multiplos de premios tabelados quanto ao tempo que o cliente do provedor ficou sem conexão, definidos em contrato. Acredito que este seja o ponto de atrito entre empresas requerendo o fim da neutralidade, mas por razões que nada tenham a ver com a neutralidade, simplesmente por desinformação do fato que a internet foi projetada para ser neutra em relação aos pacotes de informação, que são software e não hardware, mas o hardware não deixou de existir apenas há uma confusão contábil que tipifica tudo como conexão, quando há informações que de fato necessitam de prioridade, mas uma prioridade da pessoa juridica que não pode ser obtida em detrimento da redução de liberdade da pessoa física. Para além de certos valores de seguro no qual o cliente juridico se utiliza de informações de valores aos quais o provedor está incapacitado financeiramente de assegura, tais clientes tem necessáriamente o dever de prover a sua própria infra-estrutura para que consigam o indice de confiabilidade necessária aos seus negócios, visto que há provedores de portes variados e assim se deveria continuar a existir e incentivar para que se tenha um Brasil em que brasileiros trabalhem com um setor de alto valor agregado e não monopolizado.