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Do prevalecimento da autoregulação da Internet
Ao longo de todos os anos em que a Internet existiu, em nenhum momento foi reivindicado, especialmente pelas maiores democracias do planeta, seu controle. Tudo sempre dependeu de contratos com as prestadoras, desde da própria conexão até o cadastro a qualquer site. Até então, se o usuário se sentisse insatisfeito com o que fosse oferecido, desde os termos do contrato até a prestação em si, ele simplesmente a cancelaria e buscaria outra empresa.
É assim que a Internet sempre funcionou, e por mim seria assim que ela sempre funcionaria.
Ademais, a premissa "opressor-oprimido" dessa lei, almejando-se o impedimento de abusos de tais prestadores, já atesta a inabilidade dos que a redigiram de tatear a realidade. Há opressores sobre oprimidos quando o indivíduo por algum meio não goza de liberdade e é coagido a algo, o que nunca foi o caso da Internet, onde sempre prevaleceu o contrário: plena liberdade e nenhuma coação.
Se os senhores desejam levar essa regulação adiante, sinto muito, mas estarei entre os milhões que farão o possível para tangenciar seus entraves --que infelizmente serão muitos, dadas as n brechas da lei. Sou adulto e não quero o auxílio de ninguém para usar aquilo que escolhi usar. Já passou da hora de vocês admitirem a infantilização que o Estado tem gerado sobre a sociedade brasileira em função do número absurdo de instrumentos legais à disposição dos agentes públicos, regulando qualquer aspecto de atividade civil e econômica.
O destino de minha vida é somente meu, e vocês não são ninguém para determiná-lo. Chega disso, pelo amor de Deus; parem de imitar o livro 1984!





